quinta-feira, 29 de março de 2012

Discografia Básica #6: Daniela Mercury - Elétrica (1998)




Antes de o axé se tornar trilha sonora para pegação em micareta, ele foi um movimento que rendeu bons frutos e divulgou muito bem a cultura baiana. Na década de 90 Daniela Mercury foi uma das artistas mais bem sucedidas do Brasil, lançanco bons discos e emplacando sucessos nas rádios.

"Elétrica" é um registro ao vivo onde Daniela e sua ótima banda executam os maiores sucessos da cantora e algumas inéditas na época.

Banda entrosada, arranjos bem elaborados e Daniela no auge de sua potência e energia. DISCAÇO!



Esse disco e eu:

Desde moleque eu escutava Daniela Mercury. Ouvi-la me faz lembrar da minha infância. Na adolescência, quando comecei a tocar numa banda de axé, escutei esse disco por recomendação de um amigo músico e me emocionei ao lembrar dos velhos tempos. Tenho uma profunda admiração por Daniela, que na minha opinião, é a melhor cantora da Bahia. Está muito acima de Ivetes, Cláudias, Katês dentre tantas outras pela maturidade musical, por ter personalidade e não ser refém da mídia...

Faixas do disco:

01. Elétrica
02. Swing da cor
03. O canto da cidade
04. Salve - se quem puder
05. Abraço
06. Música de rua
07. Terra festeira
08. Feijão de corda
09. Tua lua
10. Vulcão da liberdade / Faraó divindade do egito / Uma história de ifã / Madagascar olodum
11. O mais belo dos belos/por amor ao ilê
12. Você não entende nada
13. Trio metal
14. O reggae o mar / Venha me amar / Batuque
15. Rapunzel
16. Toda menina baiana


quarta-feira, 28 de março de 2012

Discografia Básica #5: Stauros - O Sentido da Vida (1997)




Belíssimo trabalho da banda de white metal brasileira, diferente de tudo que já ouvi em termos de metal produzido no Brasil.

Ótimos músicos executando ótimas músicas e o melhor: com letras em português! Letras essas excelentes, diga-se de passagem, exaltando a fé em Deus sem apelar para os velhos clichês da música gospel.

A produção pode ser meio tosca, as distorções não têm o brilho e o peso peculiares do metal, mas nada disso tira os méritos desse maravilhoso registro, repleto de solos de guitarra faiscantes do guitarrista Renatinho e vocais nervosos do vocalista Celso de Freyn.



Faixas do disco:

01.Guerra Final
02. Multidão
03. Portais Eternos
04. Viagem pro Céu
05. Novo Dia
06. Pacto com Deus
07. Toda Dor
08. The Moment
09. Preço da Liberdade
10. Eternal Fountain
11. Via Escarlate

domingo, 25 de março de 2012

Discografia Básica #4: Alma D'Jem - Alma D'Jem (2004)




Reggae, rock, pop e ótimas letras. Um registro FODA! Uma pena que bandas muito boas acabem cedo, como foi o caso do Alma D'Jem. Confesso que baixei esse disco por causa dos hits João e Minha Voz, cujos clipes eram muito exibidos pela MTV e não me atentei às outras músicas. Anos depois, de bobeira fazendo backup dos meus mp3 do meu antigo pc, topo com essa relíquia e coloquei pra tocar na íntegra. Resultado: até hoje não consegui parar de escutar. Entrou para a minha Discografia Básica!



Faixas do disco:

01 - Minha Voz
02 - Teu Lugar
03 - Sei Lá
04 - O Que Virá
05 - Nada é Maior Que O Amor
06 - João
07 - Cidadão Da Rua
08 - Tudo Que Aprendo Com Você
09 - Missão
10 - Vem ver
11 - Verá


sábado, 24 de março de 2012

Discografia Básica #3: Iron Maiden - Killers (1982)




Caso você possua esse disco em CD, mp3 ou seja lá qual mídia for, ponha-o para tocar agora. Caso não tenha, compre, baixe, copie... DÊ UM JEITO!!

Feito?

Então observe a bela introdução instrumental The Ides of March, que causa um suspense logo de cara, anunciando o que está por vir. Prepare-se. O que vem a seguir é uma saraivada de riffs nervosos e canções de tirar o fôlego. A sequência Wratchild, Murders In The Rue Morgue e Another Life não dá descanso aos seus ouvidos. Pancadaria total: os vocais raivosos e rasgados de Paul Di'anno, os riffs e licks da dobradinha de guitarristas Dave Murray e Adrian Smith, o baixo pulsante de Steve Harris e a bateria veloz de Clive Burr mostram-se irrepreensíveis no quesito criatividade.



Quando você pensa que o gás acabou, que o disco termina ali e as demais músicas seriam meros preenchimentos de álbum, a instrumental Genghis Khan puxa sua atenção de volta para o disco e logo em seguida emenda Innocent Exile e Killers. Prodigal Son acalmanima os ânimos por seis minutos e lá vem porrada de novo: Purgatory, a minha preferida! A seguir Drifter encerra o disco com honras.



Killers é o segundo álbum de estúdio do Iron Maiden. Disparado o meu preferido. Daqueles capazes de fazer o ouvinte pirar a cada audição. Não sou um fã de carteirinha do Iron, mas sobre Killers, o que tenho a dizer é:

SIMPLESMENTE OBRIGATÓRIO!

Faixas do disco:

1. The Ides of March
2. Wrathchild
3. Murders in the Rue Morgue
4. Another Life
5. Genghis Khan
6. Innocent Exile
7. Killers
8. Prodigal Son
9. Purgatory
10. Drifter

Discografia Básica #2: Lulu Santos - MTV Ao Vivo (2004)




Lulu Santos na minha opinião é um artista completo. Canta, toca guitarra e compõe extraordinariamente bem. Sua carreira é repleta de hits de ótima qualidade. Esse registro ao vivo retrata toda a energia do show deste hitmaker brasileiro. Com uma excelente banda de apoio, Lulu revisita seus poderosos sucessos esbanjando energia aos (pasmem!) 51 anos de idade.



Esse disco e eu:

Em 2004 eu tinha 16 anos, evoluindo como guitarrista e estava na fase de admiração da técnica, solos velozes e pá. Achava que a velocidade era o segredo para tocar bem. Então eis que assisto o especial exibido pela MTV para promover esse disco e fico impressionado com a técnica de Lulu, que canta, toca, interpreta sem a necessidade de executar 1000 notas por segundo e acrescido de um poderoso som de guitarra. Um amadurecimento e tanto!

P.S.: Um único defeito do CD foi a não inclusão de "Tudo Igual", presente apenas no DVD.

Faixas do Disco:
  1. Condição
  2. Toda Forma de Amor
  3. Um Certo Alguém
  4. O Último Româtico
  5. Sincero
  6. Adivinha o Quê
  7. Tudo Com Você
  8. Um Pro Outro
  9. Tempos Modernos
  10. A Cura
  11. Apenas Mais Uma de Amor
  12. Tudo Bem
  13. Aviso Aos Navegantes
  14. Assim Caminha a Humanidade
  15. Já É!
  16. Como Uma Onda (Zen-Surfismo)
  17. Casa
  18. Sem Nunca Dar Adeus

Discografia Básica #1: Extreme - III Sides To Every Story (1992)




Quão injustiçada banda é o Extreme. Conhecida apenas pelo mega-hit More Than Words, uma belíssima balada romântica presente no segundo disco, poucos sabem que a banda entre as décadas de 80 e 90 fez um hard rock de extrema qualidade, contando com a guitarra de Nuno Bettencourt (um dos mais espetaculares guitarristas de rock que ousaram existir neste planeta) e os vocais de Gary Cherome, que apesar de limitado, funciona muito bem no Extreme. Adicionado aos dois destaques citados também tem a cozinha consistente de Pat Badger, baixista e eficiente backing vocal, e Paul Geary, um competente baterista.

"III Sides" é o terceiro álbum de estúdio da banda e é uma verdadeira obra de arte. Conceitual, como o título indica, é dividido em 3 partes:

I - "Yours": aborda temas pesados como a violência em Warheads (pancada hard rock que abre o disco) e a espetacular Rest In Piece, passando por política em Politicalamity e Peacemaker Die, e racismo em Color Me Blind.



II - "Mine": explora questionamentos e sentimentos humanos onde predominam excelentes baladas como Stop The World, Seven Sundays e Tragic Comic.



III - "The True": temática mais espiritual, com destaque para a excelente Am I Ever Gonna Change.



Esse disco e eu:

Eu também fazia parte daqueles que classificavam o Extreme como uma banda "One-Hit-Wonder" por conhecer apenas o seu maior sucesso. Então, numa revista especializada de guitarra tive contato com a transcrição de Stop The World, o que me despertou certo interesse ao ler a análise da música. Então tive a feliz coincidência de ganhar esse disco do cunhado de uma ex-namorada, o qual é radialista e tinha essa bolachinha perdida dentre muitos outros cds os quais ele nunca mais iria usar em suas trilhas.

Por que ouvir:

O disco é consistente e conta com canções poderosas. Para ser ouvido do início ao fim.